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ONU informa que até 3,2 milhões de iranianos foram deslocados pela guerra

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Acnur (Agência da ONU para Refugiados) informou nesta quinta-feira (12) que até 3,2 milhões de iranianos foram forçados a deixar suas casas devido ao conflito em curso. A agência alertou que esse número pode aumentar com a continuidade das hostilidades.

A maioria dos deslocados teria saído de Teerã e outras grandes cidades em busca de segurança no norte do país e em áreas rurais. A diretora da Acnur, Ayaki Ito, afirmou:

““É provável que esse número continue aumentando enquanto as hostilidades persistirem, o que representa uma escalada preocupante nas necessidades humanitárias.””

A Acnur também destacou que os refugiados no Irã, em sua maioria afegãos, enfrentam vulnerabilidades devido ao acesso limitado às redes de apoio no país. A agência concluiu que há uma necessidade urgente de proteger os civis e garantir que as fronteiras permaneçam abertas para aqueles que buscam segurança.

O conflito no Oriente Médio envolve os Estados Unidos e Israel em guerra com o Irã, que começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas.

Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano atacou países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.

Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, enquanto a Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, realizou ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.

Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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