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Segurança

Onze policiais militares são presos em operação do MP em Manaus

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 15:07
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) prendeu onze policiais militares durante uma operação realizada nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, em Manaus. Os mandados de prisão preventiva foram expedidos em relação a um capitão, dois cabos, um terceiro-sargento e sete soldados, todos vinculados às Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam).

Até o momento, dez dos policiais foram detidos, enquanto um ainda não foi localizado, pois está fora do estado. A operação, denominada “Simulacrum”, investiga a morte de João Paulo Maciel dos Santos, de 19 anos, ocorrida em outubro de 2025, no bairro Vila da Prata, na Zona Oeste da capital. O caso ganhou notoriedade após a divulgação de imagens da abordagem policial.

O MP-AM denunciou 19 policiais militares no caso, com acusações que incluem 11 por homicídio qualificado e 12 por fraude processual. Quatro dos investigados enfrentam acusações por ambos os crimes. A Justiça autorizou 38 mandados, sendo 11 de prisão preventiva, 19 de busca e apreensão e oito medidas cautelares diversas da prisão.

As ordens foram emitidas pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. As equipes do MP também cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, e alguns dos militares presos foram alvos dessas buscas.

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Os policiais que tiveram mandados de prisão expedidos são: Capitão Wilkens Diego Feitosa da Silva, Cabo Fernanda Braga de Oliveira, Soldado Luilson Marlon Valentim, Soldado Rudicimar Cunha Cativo, Soldado Tiago Salim de Lima, Soldado Jean Thiago Correia Negreiros, 3º sargento Alain José Campos da Silva Junior, Soldado Humberto Gondim Barbosa Neto Passo, Cabo Marcel Alves de Paiva, Soldado Denis Ferreira de Souza e Soldado Gelson Zanelato Filho.

A operação foi conduzida pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça Especializadas no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, com o apoio da Polícia Militar, através da Diretoria de Justiça e Disciplina da corporação e da unidade Rocam. A Polícia Militar destacou que é composta, em sua maioria, por profissionais dedicados à proteção da população e reafirmou seu compromisso com a legalidade e o interesse público.

A defesa da família de João Paulo Maciel dos Santos se manifestou, afirmando que a operação representa um passo importante para esclarecer o caso. Os advogados mencionaram que laudos periciais indicaram disparos que atingiram órgãos vitais da vítima e apontaram inconsistências na versão dos policiais, que alegavam ter havido confronto.

Moradores da região relataram medo após o incidente e expressaram alívio com as prisões e o afastamento dos policiais investigados. O processo continua em tramitação na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Após a morte de João Paulo, familiares e amigos realizaram uma manifestação na Avenida Brasil, no bairro Compensa, Zona Oeste, exigindo Justiça. Durante o protesto, a mãe da vítima, Jeciara Maciel, questionou a morte do filho e pediu por justiça, afirmando: “Mataram meu filho, hoje o enterrei. Pegaram meu filho, ele já estava rendido. Executaram meu filho.” O Secretário de Segurança Pública, Coronel Vinicius Almeida, informou que estava deslocando o efetivo para encerrar uma manifestação em homenagem a um traficante morto em uma operação no Rio de Janeiro.

A defesa da família contestou essa versão, alegando que a manifestação foi pacífica e que a resposta do Estado foi desproporcional e violenta.

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