Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 12 de março de 2026, na Prefeitura de Divinópolis. O objetivo é investigar um esquema de direcionamento de licitações, pagamento de propina e lavagem de dinheiro na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur).
Segundo o MPMG, os contratos sob investigação somam mais de R$ 37 milhões, e o valor pago em propinas pode ultrapassar R$ 2 milhões. A operação, chamada de ‘Ghost Machine’, teve início em março de 2025.
A Prefeitura de Divinópolis informou que a investigação começou após uma denúncia do prefeito Gleidson Azevedo, que identificou suspeitas de irregularidades na administração. Um secretário suspeito foi exonerado, e a administração está colaborando com as investigações.
Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão. O objetivo é coletar provas, documentos, dispositivos eletrônicos e bens de origem ilícita. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e recursos financeiros dos investigados, incluindo contas bancárias, veículos e imóveis.
A operação envolve o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e as polícias Civil, Militar e Penal de Minas Gerais. A investigação aponta que medições falsas de serviços de aluguel de máquinas eram usadas para justificar desvios de dinheiro público.
A Prefeitura de Divinópolis reafirmou seu compromisso com a transparência e a responsabilidade na gestão pública. A vice-prefeita Janete Aparecida também protocolou documentos junto ao MPMG solicitando uma investigação rigorosa sobre as denúncias.
A administração municipal destacou que qualquer indício de irregularidade será tratado com seriedade e que continuará colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos.


