Uma megaoperação chamada ‘Marco Zero’ foi realizada na região de Carajás, no sudeste do Pará, com o objetivo de combater garimpos ilegais. A ação expôs um cenário alarmante de devastação ambiental, incluindo crateras abertas, rios contaminados e áreas de floresta destruídas pela extração ilegal de madeira e garimpo.
A operação durou sete dias e resultou na destruição de estruturas utilizadas por garimpeiros e madeireiros ilegais dentro de áreas protegidas. Imagens aéreas revelaram acessos clandestinos que cortam a vegetação, levando a locais de exploração onde o solo foi transformado em grandes crateras repletas de lama e água contaminada.
A ação ocorreu no Mosaico de Carajás, uma área de aproximadamente 800 mil hectares que abrange municípios como Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás e São Félix do Xingu. Durante a operação, foram identificadas estruturas completas de garimpo, incluindo acampamentos, máquinas pesadas e tecnologia via satélite.
No total, 15 escavadeiras hidráulicas foram destruídas, além de motores, geradores, transformadores e mais de 12 mil litros de combustível. O prejuízo estimado aos responsáveis ultrapassa R$ 8 milhões. Também foram apreendidos mais de 100 metros cúbicos de madeira, incluindo castanheira, uma espécie protegida.
Os impactos ambientais afetam diretamente rios como Itacaiunas, Azul e Verde, que apresentam água turva e sinais de assoreamento, comprometendo a fauna e a flora da região. Ao todo, 37 acampamentos foram destruídos durante a operação. Embora ninguém tenha sido preso, 14 pessoas foram abordadas. As investigações continuam e novas ações estão previstas para conter o avanço do crime ambiental na área.

