A Polícia Civil de Roraima apreendeu dezoito câmaras de bronzeamento artificial em clínicas de estética de Boa Vista nesta sexta-feira, 13 de março de 2026. Os equipamentos são proibidos no Brasil devido ao risco de câncer de pele e foram apreendidos após uma cliente denunciar queimaduras graves durante uma sessão.
A operação ocorreu em dez endereços distribuídos por sete bairros da capital. O uso de câmaras de bronzeamento com lâmpadas ultravioleta (UV) é vetado desde novembro de 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe a importação, venda, aluguel ou uso dessas máquinas.
Os equipamentos estão associados a riscos à saúde, como queimaduras, lesões oculares, envelhecimento precoce, rugas, cicatrizes e câncer de pele. As investigações da Delegacia de Defesa do Consumidor (DDCON) começaram após um alerta da Vigilância Sanitária municipal sobre a oferta irregular do serviço na cidade.
“”Instauramos inquérito policial para investigar possíveis crimes contra o consumidor e contra a saúde pública”, explicou o delegado titular da DDCON, Rodrigo Gomides.”
O serviço era amplamente divulgado nas redes sociais, atraindo clientes para o chamado “bronzeamento de marquinha”, que inspirou o nome da operação “Marquinha Proibida”. Alguns locais tinham alto movimento, segundo a polícia.
Além das máquinas, os agentes recolheram cadernos e livros de registro com dados de clientes que já haviam feito o bronzeamento ou que tinham sessões marcadas para a mesma data. Em um dos locais, o portão estava trancado e, após tentativas de contato com a proprietária, a polícia acionou o Grupo de Resposta Tática (GRT) para entrar no imóvel.
A responsável não foi encontrada e é suspeita de tentar fugir. Em outra clínica, os agentes resgataram um jabuti mantido em cativeiro, que foi entregue a órgãos ambientais. O responsável pelo local foi levado à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e responderá por crime ambiental.
O trabalho foi realizado em conjunto pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) e pelo Departamento de Vigilância Sanitária de Boa Vista (Devisa). O diretor do Devisa, João Neto, destacou que o foco da operação é retirar equipamentos perigosos de circulação.
“”O objetivo é proteger a saúde da população e evitar que as pessoas sejam expostas a equipamentos com riscos comprovados”, afirmou.”
A polícia continua investigando para identificar outros locais que ofereçam o serviço ilegal. As proprietárias das clínicas alvo da operação responderão criminalmente.
“”Essa operação também serve de alerta. Já temos informações de que outros locais possuem esse tipo de equipamento e vamos intensificar as diligências para localizá-los”, finalizou o delegado.”


