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Segurança

Operações no Rio resultam em 13 prisões de policiais suspeitos de ligação com o crime organizado

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 21:36
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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No Rio de Janeiro, o terceiro dia de operações contra policiais suspeitos de envolvimento com o crime organizado resultou na prisão de 13 pessoas.

As investigações revelaram mensagens interceptadas que demonstram a infiltração do crime na polícia. Em uma das mensagens, traficantes discutem um pedido feito por um major da PM para criar uma falsa ocorrência, ajudando policiais a cumprirem metas de apreensão de drogas.

O traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, é mencionado como o responsável por autorizar essa transação. Ele também aparece em outro diálogo planejando a invasão de uma comunidade rival, onde um comparsa menciona que pedirá ajuda a um policial militar.

Seis policiais militares foram presos na Operação Contenção, que visa desarticular a estrutura do Comando Vermelho, facção criminosa que, segundo a Polícia Civil do Rio, ainda conta com Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, como um de seus líderes, mesmo após quase 30 anos de prisão.

A mulher de Marcinho VP, Márcia Nepomuceno, e seu sobrinho, Landerson Lucas dos Santos, também são alvos da operação e estão foragidos. O vereador Salvino Oliveira, do PSD, foi preso em sua residência, acusado de negociar com Doca para realizar campanha eleitoral na favela da Gardênia, na Zona Sudoeste do Rio.

““Eu entrei na política para mudar a vida das pessoas e eu estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, disse Salvino Oliveira.”

Em resposta a questionamentos sobre sua ligação com Doca, ele afirmou:

““Absolutamente não.””

No terceiro dia da Operação Anomalia, a Polícia Federal prendeu outros sete PMs, suspeitos de escoltar traficantes e vazar informações sigilosas. A Polícia Militar do Rio informou que a corregedoria da corporação está acompanhando as prisões e que não compactua com desvios de conduta.

A defesa de Márcia Nepomuceno alegou que ela está viajando e que as acusações são infundadas. A defesa de Landerson dos Santos não foi localizada.

TAGGED:Crime OrganizadoEdgar Alves de Andradefavela da GardêniaLanderson Lucas dos SantosMárcia NepomucenoMárcio dos Santos NepomucenoPolíciaPolícia Civil do RioPolícia FederalPolícia Militar do RioPrisõesRio de JaneiroSalvino Oliveira
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