Oriximiná e Terra Santa, localizados no oeste do Pará, foram oficialmente reconhecidos como áreas livres da mosca-da-carambola, uma praga que ameaça a produção de frutas. A confirmação foi publicada na terça-feira, 17 de março de 2026, por meio de uma portaria do Ministério da Agricultura no Diário Oficial da União.
Além de Oriximiná e Terra Santa, os municípios de Breves, Curralinho, Melgaço e Portel, no arquipélago do Marajó, também receberam o reconhecimento. O destaque para a região oeste é um sinal do avanço no controle da praga, que é considerada estratégica para a fruticultura paraense.
A mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) ataca diversas frutas, incluindo manga, goiaba e cítricos, podendo causar prejuízos significativos e limitar a comercialização dos produtos. Portanto, o combate a esse inseto é essencial para manter a produção e a economia local.
O reconhecimento é resultado de anos de trabalho em campo, que incluiu monitoramento constante, instalação de armadilhas e fiscalização no transporte de produtos agrícolas, além de orientação aos produtores. Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará, afirmou:
““Esse reconhecimento confirma que conseguimos eliminar focos da praga nessas áreas. É um avanço importante para garantir segurança à produção.””
A diretora de Defesa e Inspeção Vegetal, Lucionila Pimentel, também comentou sobre os impactos positivos para a região:
““Fortalece a proteção das lavouras e dá mais tranquilidade para quem vive da produção de frutas.””
Apesar do avanço em Oriximiná e Terra Santa, o trabalho de controle continua no oeste do estado. O município de Almeirim permanece em área de quarentena, com fiscalização intensificada para evitar a disseminação da praga. A manutenção dessas áreas livres é fundamental para proteger a fruticultura e evitar prejuízos aos produtores da região.


