O Oscar, principal prêmio do cinema mundial, ocorre neste domingo (15). O filme brasileiro “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator pela performance de Wagner Moura.
Essa é a sexta indicação do Brasil ao prêmio de Melhor Filme Internacional. A primeira foi com “O Pagador de Promessas”, em 1963. O filme “O Quatrilho” recebeu a indicação em 1996, seguido por “O Que É Isso, Companheiro?” em 1998, que conta com Selton Mello e Fernanda Torres no elenco, assim como “Ainda Estou Aqui”. Em 1999, “Central do Brasil” foi indicado, assim como Fernanda Montenegro na categoria de Melhor Atriz.
Em 2026, Kleber Mendonça representa o Brasil na premiação com “O Agente Secreto”. Com as seis indicações, o Brasil é o terceiro país da América Latina com mais indicações na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar.
Segundo análise, apenas 30 filmes latino-americanos foram indicados na categoria entre as 349 nomeações feitas entre 1957 e 2026. O Brasil representa 8,59% das nomeações dos longas da região. O país com mais indicações é o México, com nove desde 1957, e que venceu em 2019 com “Roma”. A Argentina aparece em segundo lugar, com oito indicações e duas vitórias.
Além do México e da Argentina, o Chile é o único outro país da América Latina a ganhar o Oscar, com a estatueta de 2018 por “Uma Mulher Fantástica”. O ranking de países da América Latina indicados a Melhor Filme Internacional no Oscar é: México: 9, Argentina: 8, Brasil: 6, Chile: 2, Colômbia: 1, Cuba: 1, Nicarágua: 1, Peru: 1, Porto Rico: 1.
O Brasil também possui 20 indicações em outras categorias do Oscar. A primeira foi em 1945, com a música “Rio de Janeiro”, de Ary Barroso. O país teve duas indicações em Melhor Atriz, por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro. As indicações em Melhor Direção vieram em 1986 e 2004. O Brasil também foi indicado em Melhor Filme de Animação e Melhor Documentário em Longa-Metragem.
“Onde Eu Moro” conquistou uma indicação em 2022 na categoria de Melhor Documentário de Curta Metragem, a mais recente do Brasil no Oscar. No ano anterior, “Uma História de Futebol” tentou levar a estatueta de Melhor Curta-Metragem em Live Action, mas não teve sucesso.

