Oscar 2026: filmes como material de estudo para Enem e vestibulares

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A premiação do Oscar, realizada no último domingo (15), apresenta produções cinematográficas que podem servir como material de estudo para estudantes que se preparam para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e vestibulares. A análise dos filmes permite aprofundar temas sociais, científicos e culturais.

O inglês William Shakespeare (1564-1616), um autor frequentemente abordado em vestibulares, teve sua vida retratada em “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”. O filme, que conquistou o Oscar de Melhor Atriz para Jessie Buckley, por sua atuação como Agnes, explora a história real do luto de uma família que perde um filho precocemente. Essa tragédia inspirou uma das obras mais conhecidas do autor, “Hamlet”. A obra é parte das leituras obrigatórias em instituições como a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Luiz Cláudio de Araujo Pinho, sociólogo e autor da “Coleção de Sociologia” da rede Pitágoras, afirma que filmes premiados em festivais devem ser considerados referências importantes para entender o mundo contemporâneo. O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, foi indicado a quatro Oscars. Pinho destaca que a qualidade do cinema brasileiro, evidenciada por prêmios em Cannes e Berlim, aponta para uma tendência na educação, onde os filmes devem ser considerados um forte repertório para a redação do Enem.

Pinho também menciona que filmes premiados abordam questões centrais como conflitos geopolíticos, emergência climática, problemas sociais e ambientais, violência, cultura, padrões comportamentais, afeto e sexualidade. Além disso, resgatam biografias de personagens importantes que mudaram a história.

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A mestra em literatura brasileira, Tássia Hallais, ressalta que o Oscar 2026 apresentou exemplos de como o universo literário influencia a sétima arte. Ela cita a adaptação do clássico “Frankenstein”, de Mary Shelley, e o romance contemporâneo “Hamnet”, de Maggie O’Farrell, como exemplos relevantes.

Pinho sugere que a forma de estudar filmes para o Enem envolve a articulação de propostas entre professores de diferentes áreas, com atividades colaborativas e apresentações de trabalhos em equipe. Ele conclui que a sala de cinema proporciona um mergulho pessoal através de sons e imagens, enquanto a sala de aula é o espaço para desvendar ideias e propostas dos diretores.

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