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Internacional

Otan discute reabertura do Estreito de Ormuz após críticas de Trump

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 15:05
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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No dia 18 de março de 2026, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou que os estados-membros da aliança militar estão em negociações para avaliar a “melhor forma” de reabrir o Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar as nações da Otan por não garantirem a segurança dessa rota estratégica.

Rutte afirmou: “Estive em contato com muitos aliados. Todos concordamos, é claro, que o estreito precisa ser reaberto. E o que sei é que os aliados estão trabalhando juntos, discutindo como fazer isso e qual a melhor forma de fazê-lo”.

O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o comércio global de petróleo e foi parcialmente bloqueado pelo Irã em retaliação ao ataque conjunto da coalizão EUA-Israel em 28 de fevereiro. Trump tem solicitado que países aliados enviem navios de guerra para escoltar petroleiros na região, mas até agora sem sucesso.

Os estados-membros da Otan, que são parceiros históricos dos EUA, mostraram-se indiferentes aos apelos de Trump. Na segunda-feira, 16, Alemanha, Itália e Grécia afirmaram que não participarão de operações militares contra o Irã. O presidente francês, Emmanuel Macron, também declarou que “nunca participaria” de operações nesse contexto.

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Em resposta, Trump adotou uma retórica exaltada, afirmando que os EUA “não precisam de ajuda” e que a Otan é uma via de mão única. Ele disse: “Nós os protegemos, mas eles não farão nada por nós, especialmente em tempos de necessidade”.

Entretanto, em uma nova publicação, Trump sugeriu que os Estados Unidos poderiam abandonar a situação, delegando a responsabilidade pela segurança do Estreito de Ormuz a outros países. Ele questionou: “Eu me pergunto o que aconteceria se ‘acabássemos’ com o que resta do Estado terrorista iraniano e deixássemos os países que o utilizam – e não nós – responsáveis pelo chamado ‘Estreito’”.

O Irã tenta usar seu controle sobre a passagem marítima para pressionar a comunidade internacional a exigir o fim da guerra. Aproximadamente 14 milhões de barris passam pela rota diariamente, e a queda no fornecimento resultou em um aumento significativo nos preços do petróleo. O barril de Brent tem sido negociado acima de US$ 100, sendo considerado pela Agência Internacional de Energia (AIE) como a maior crise do tipo na história.

As Forças Armadas americanas anunciaram um ataque com bombas antibunker contra bases do Irã ao longo da costa do estreito. No mesmo dia, o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que os navios começaram a passar lentamente pela rota, expressando otimismo quanto a uma resolução em breve.

Hassett disse: “Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito, e acho que isso é um sinal do quão pouco resta ao Irã. Estamos muito otimistas de que isso vai acabar em breve”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o bloqueio se aplica apenas a navios dos EUA, Israel e seus aliados, afirmando que a rota “permanece aberta” para embarcações de bandeiras não alinhadas a Washington.

TAGGED:Abbas AraghchiAgência Internacional de EnergiaÁsiaDonald TrumpEmmanuel MacronEstados UnidosEstreito de OrmuzKevin HassettMark RutteMundoOriente MédioOtanPetróleo
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