O contrato mais líquido do ouro fechou em queda de mais de 2% nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, ficando abaixo dos US$ 5 mil a onça-troy.
Analistas apontam para uma reversão das tendências que elevaram as cotações no começo do ano. Entre os fatores estão os temores com a independência do Fed (Federal Reserve), as perspectivas para cortes de juros pelo banco central americano e uma desvalorização do dólar.
A continuidade do conflito no Oriente Médio está ligada a essas mudanças e afeta o mercado, que enfrenta uma queda na demanda de países do Golfo pelo metal precioso.
Nesta quarta-feira, investidores aguardavam a decisão do Fed, quando é amplamente esperada uma manutenção de juros.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 2,24%, a US$ 4.896,2 por onça-troy. A prata para maio teve queda de 2,79%, a US$ 77,59 por onça-troy.
““O ouro está flertando com um colapso”, alerta o TD Securities.”
“Reiteramos nossa cautela devido à leitura imprecisa do mercado sobre a queda em posições em aberto da CME como um sinal de posicionamento insuficiente, quando, na verdade, ela é explicada principalmente pela desalavancagem de fundos quantitativos; a aposta na desvalorização do dólar atraiu participação institucional massiva, no entanto ninguém sabe com qual ritmo a moeda está sendo desvalorizada”, aponta.
“Observamos a oferta monetária crescendo a uma taxa mais alinhada com o crescimento do PIB do que em qualquer outro momento da história, enquanto vemos o Fed em pausa”, pontua.
“Observamos preocupações com a independência do Fed, que foram atenuadas pelos recentes obstáculos ao processo de confirmação do presidente do Fed e por uma decisão da Suprema Corte sobre o caso Lisa Cook”, pondera.
““A aposta na desvalorização do dólar é vulnerável e, embora a atividade de compra dos bancos centrais ofereça uma saída para os investidores, o ritmo dessa atividade diminuiu no último ano. É importante ressaltar que o conflito no Oriente Médio impulsionará novas quedas nas compras por entes oficiais, associadas ao impacto da guerra nas economias dos países do Golfo”, afirma o TD Securities.”


