Em Birigui, São Paulo, pais denunciam uma professora de artes suspeita de queimar alunos com cola quente. As queimaduras ocorreram durante uma aula na escola municipal Geni Leite, na sexta-feira, 13 de março de 2026.
Lucas Lodi, pai de uma das vítimas, expressou o medo do filho em retornar à escola: “Como falo para meu filho que a escola é um ambiente seguro, se agora ele responde: não pai, lá a professora me queima”.
As queimaduras afetaram as mãos e dedos de pelo menos três crianças de 10 anos. As famílias foram informadas pela direção da escola sobre cinco queixas relacionadas ao caso. Os pais procuraram a direção para que medidas fossem tomadas contra a professora, que consideraram propositais, e registraram queixa na polícia.
A professora suspeita foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações. A mãe de uma das crianças, Elaine Cristina da Silva, relatou que seu filho chegou abalado da escola, chorando e contando que foi queimado nos dedos por ter pedido para usar o banheiro. “Ela usou uma arma dessa, que é para a criatividade, como um instrumento de tortura”, disse Elaine, referindo-se à pistola de cola quente.
Carolina Valadão Sônego, outra mãe, também denunciou a professora à Delegacia da Defesa da Mulher (DDM). Ela contou que seu filho foi chamado à frente da sala e queimado com cola quente após não entender uma instrução. “Ela só falou: me dá sua mão, e de imediato meu filho esticou a mão. Aí ela pingou cola quente”, revelou Carolina.
A DDM abriu investigação e requisitou exames de corpo de delito das vítimas. A Secretaria de Educação de Birigui informou que a professora foi afastada das escolas Geni Leite e Ruth Lot até a conclusão de uma sindicância, que pode durar até 60 dias. A secretaria também acionou a Corregedoria para acompanhar o caso e afirmou que não compactua com condutas que coloquem em risco a integridade dos estudantes.


