Os ministros das Relações Exteriores dos países da União Europeia (UE) decidiram não expandir suas operações navais no Estreito de Ormuz. A decisão foi tomada após uma reunião em Bruxelas na noite de segunda-feira, 16 de março de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia apelado aos aliados europeus para que apoiassem os esforços dos EUA em garantir a passagem marítima vital, especialmente após o Irã ter efetivamente fechado a região. Kaja Kallas, principal diplomata da UE, afirmou: “A Europa não tem interesse em uma guerra sem fim”.
Kallas destacou que a força naval da UE no Mar Vermelho, conhecida como Operação Aspides, já desempenha um papel fundamental na proteção da liberdade de navegação. “Houve, em nossas discussões, um desejo claro de fortalecer essa operação, mas, por enquanto, não houve disposição para alterar o mandato da Operação Aspides”, disse.
Ela também ressaltou que “esta não é a guerra da Europa, mas os interesses da Europa estão diretamente em jogo”. Além disso, ministros de Energia da UE se reuniram em Bruxelas para discutir questões relacionadas à energia na região.
Após essa reunião, o Comissário de Energia e Habitação, Dan Jørgensen, afirmou que a “maior prioridade” da UE é reduzir as contas de energia das pessoas, especialmente com o aumento dos preços devido ao conflito no Oriente Médio. “Precisamos transformar este momento difícil em uma oportunidade para avançar”, completou Jørgensen, incentivando os parceiros europeus a se tornarem menos dependentes dos voláteis mercados globais de energia.

