Os países árabes do Golfo, aliados dos EUA, estão reconsiderando sua postura defensiva após ataques do Irã. A afirmação foi feita pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em coletivas de imprensa nesta semana.
Os Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita, que enfrentaram ataques iranianos na última semana, estão dispostos a adotar uma postura mais ofensiva. Hegseth mencionou que esses países estão permitindo o acesso dos EUA a bases militares que antes haviam sido negadas.
““O que o Irã está fazendo ao atacar os países aliados, que de outra forma prefeririam ficar de fora, é, na verdade, atraí-los para a órbita americana”, disse Hegseth.”
Na quinta-feira (5), durante uma reunião com o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, Hegseth destacou que os países do Golfo estão se unindo aos EUA. “Estamos com vocês. Vamos atirar com vocês, vamos voar com vocês, vamos nos defender com vocês”, afirmou.
Ele reiterou esses comentários em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (4), enfatizando que os estados do Golfo “agora percebem que isso é algo que precisa ser resolvido”.
Os estados do Golfo condenaram os ataques do Irã e afirmaram que se reservam o direito de retaliar, mas não indicaram uma mudança em sua posição sobre a guerra. Em 3 de março, os Emirados Árabes Unidos afirmaram que não tomaram decisões para alterar sua postura defensiva.
O Catar também se manifestou, alertando que “um preço terá que ser pago” pelos ataques iranianos, mas reafirmou que não faz parte da campanha contra o Irã. A CNN está buscando comentários dos ministérios das Relações Exteriores dos países árabes do Golfo.

