Com a escalada do conflito no Oriente Médio, ataques foram registrados em diversos países da região, abrangendo não apenas o Irã e Israel. Em resposta, países da Europa mobilizaram recursos para proteger pontos de interesse na área.
Após um ataque de drone a uma base militar britânica no Chipre, o Reino Unido enviou helicópteros com capacidade antidrone e um navio de guerra, o destróier HMS Dragon, que levará cerca de uma semana para chegar à ilha no Mar Mediterrâneo.
Na noite de terça-feira (3), uma fragata francesa chegou ao Chipre, conforme anunciado pelo presidente Emmanuel Macron, que também informou sobre o envio de “reforços adicionais de defesa aérea para a região”. O presidente declarou em um pronunciamento televisionado: “Diante desta situação instável e das incertezas dos próximos dias, ordenei que o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, seus recursos aéreos e suas fragatas de escolta se dirijam para o Mediterrâneo”.
As defesas aéreas da França e do Reino Unido realizaram operações limitadas na região, contribuindo para abater drones e mísseis iranianos. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que aviões britânicos estão “no céu” do Oriente Médio para participar de esforços defensivos coordenados, visando proteger os interesses do país e de seus aliados.
A Grécia também mobilizou recursos, enviando duas fragatas, chamadas Kimon e Psara, que chegaram ao Chipre nesta quarta-feira. A fragata Psara está equipada com um sistema de interferência antidrone Centauros, utilizado anteriormente contra ataques dos Houthis no Iémen. Além disso, a Grécia enviou quatro caças F-16 para a ilha.

