Países do Oriente Médio interceptam drones e mísseis durante Eid al-Fitr

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Países do Oriente Médio afirmam estar interceptando drones e mísseis na madrugada desta sexta-feira (19), horário local. Os ataques ocorrem enquanto muçulmanos em toda a região celebram o Eid al-Fitr, festival que marca o fim do mês sagrado do Ramadã.

A emissora estatal iraniana IRIB informou que as defesas foram ativadas contra “alvos hostis” no leste da capital, Teerã. Os militares israelenses disseram ter iniciado uma “onda de ataques” por toda a cidade e identificaram mísseis lançados do Irã, afirmando que seus sistemas de defesa estavam trabalhando para interceptá-los.

A Arábia Saudita abateu pelo menos uma dúzia de drones sobre as regiões leste do país e um sobre a região norte de Al-Jawf, conforme informou o Ministério da Defesa. Os Emirados Árabes Unidos relataram que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ameaças de mísseis e drones vindas do Irã”. O escritório de mídia do governo de Dubai afirmou que os estrondos ouvidos no emirado foram resultado de interceptações bem-sucedidas.

O Ministério do Interior do Bahrein informou que um incêndio começou em um armazém devido à queda de estilhaços após um ataque iraniano. Sirenes foram acionadas no Kuwait, enquanto o exército afirmava estar interceptando mísseis e drones.

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O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.

Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do Irã, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no Líbano, resultando na morte de centenas de pessoas no território libanês.

Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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