Paleontólogos identificaram uma nova espécie de predador marinho gigante, conhecida como Pluridens imelaki, a partir de um fóssil encontrado no Marrocos. O animal, que media cerca de 9 metros de comprimento e possuía um crânio de 1,25 metro, apresenta características típicas de predadores eficientes, como mandíbulas longas e dentes curvados para trás.
A nova espécie pertence ao grupo dos Mosasauridae, que dominaram os oceanos no final do Período Cretáceo. Segundo o paleontólogo Nicholas R. Longrich, da Universidade de Bath, Pluridens imelaki é excepcionalmente raro, sendo conhecido por apenas um exemplar entre centenas de fósseis de mosassauros já recuperados.
A descoberta sugere que certos grupos de mosassauros eram maiores e mais variados do que se imaginava, com diferenças marcantes na forma dos dentes, da mandíbula e no tamanho do corpo. Isso indica que esses animais ocupavam nichos ecológicos distintos e possuíam estratégias de caça variadas.
Os cientistas afirmam que o achado reforça a ideia de que os oceanos da época eram habitados por uma diversidade maior de grandes predadores do que se pensava, pouco antes da grande extinção do evento Cretáceo-Paleógeno, que ocorreu há cerca de 66 milhões de anos. Esse evento resultou na extinção de aproximadamente 70% a 75% das espécies do planeta, incluindo dinossauros não aviários e diversos répteis marinhos.
A extinção marcou a transição entre o final do Cretáceo e o início do Paleógeno, transformando profundamente os ecossistemas terrestres e marinhos. A identificação de Pluridens imelaki ajuda a reconstruir como eram os oceanos antes desse colapso global.
Além disso, o fato de a espécie ter sido identificada a partir de um único exemplar sugere que muitos animais raros ainda podem estar escondidos em coleções científicas. Novas análises desses materiais podem revelar espécies desconhecidas e ampliar o entendimento sobre a biodiversidade marinha que existia na Terra no final da era dos dinossauros.

