O ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo federal durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Franklin Martins, foi detido no aeroporto da Cidade do Panamá na última sexta-feira, 6, e deportado de volta ao Brasil.
Após o Ministério das Relações Exteriores tomar conhecimento da situação e contatar o governo panamenho, o país pediu desculpas pelo ocorrido no domingo, 8.
Franklin Martins foi abordado por policiais assim que desembarcou, onde faria uma conexão para a Guatemala. Ele foi levado a uma sala reservada do aeroporto e entrevistado por agentes da imigração nacional.
Durante a entrevista, Martins foi questionado sobre seus motivos para entrar no Panamá e sobre sua prisão em 1969, durante a ditadura militar brasileira, quando participou do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick.
Apesar de Martins ter explicado o contexto político da detenção, foi informado que não poderia entrar no país e seria deportado de volta ao Rio de Janeiro. As autoridades panamenhas alegaram uma lei que nega a entrada de estrangeiros com antecedentes de crimes graves.
Impedido de contatar a Embaixada do Brasil no Panamá, o ex-ministro foi conduzido à deportação. Ao chegar ao Brasil, ele acionou rapidamente o Itamaraty para relatar a situação.
O ministro Mauro Vieira, após ser informado do caso, contatou seu homólogo panamenho, Javier Martinez-Acha, que se desculpou pelo equívoco da imigração e afirmou que Franklin Martins é bem-vindo no Panamá.
Entretanto, o Panamá não forneceu mais explicações sobre os reais motivos da deportação. O portal tenta contato com Franklin Martins para saber se ele retornará ao país ou se tomará outro destino para seguir para a Guatemala.


