O Papa Leão XIV lamentou nesta quarta-feira (11) a morte de numerosos civis na guerra no Irã e expressou sua proximidade com o povo do Líbano, que enfrenta ataques israelenses e está passando por uma “grande provação”. Durante sua audiência semanal na Praça de São Pedro, o Papa convocou os peregrinos a rezarem pela paz.
O conflito no Oriente Médio, que envolve os Estados Unidos e Israel em guerra com o Irã, teve início no dia 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios, sistemas de defesa aérea e alvos militares do Irã.
Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel nessas nações. Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA.
A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


