Dezenas de legisladores dos EUA solicitaram à Fifa a redução dos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. A demanda foi formalizada em uma carta enviada à entidade máxima do futebol mundial nesta semana.
A carta, liderada pela deputada Sydney Kamlager-Dove e assinada por outros 68 membros do Congresso, foi endereçada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. Os parlamentares afirmam que o uso de preços dinâmicos transformou o evento esportivo em uma atividade excludente, prejudicando os torcedores.
A Copa do Mundo ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho de 2026, nos EUA, Canadá e México. Os legisladores defendem que torcedores americanos e visitantes devem ter acesso a ingressos com preços acessíveis.
““A altíssima demanda por ingressos para a Copa do Mundo não deve servir de justificativa para a especulação de preços às custas das pessoas que fazem da Copa do Mundo o evento esportivo mais assistido do mundo”, diz o grupo na carta.”
A Fifa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre a carta, datada de 10 de março. Os preços dos ingressos para o torneio se tornaram um assunto amplamente discutido, especialmente em comparação aos valores originais apresentados nas candidaturas dos países-sede.
A Fifa está utilizando preços dinâmicos pela primeira vez nesta Copa do Mundo, permitindo que os preços variem de acordo com fatores como demanda em tempo real e disponibilidade. Essa mudança gerou críticas, com a carta afirmando que a decisão prioriza a maximização da receita em detrimento da acessibilidade.
““Apesar da cooperação das cidades-sede para concretizar a visão da maior e mais global Copa do Mundo da história, as consequências dos preços dinâmicos farão da Copa do Mundo de 2026 a mais excludente e inacessível financeiramente até hoje.””
Os legisladores pedem que a Fifa revise suas políticas, que, segundo eles, criaram desafios para torcedores e cidades-sede. Eles argumentam que algumas cidades foram forçadas a reduzir ou privatizar festivais de torcedores.
Em resposta à reação negativa, a Fifa introduziu um número limitado de ingressos a US$ 60 (R$ 311), localizados nos cantos superiores dos estádios. Os legisladores questionaram se a Fifa redistribuirá os lotes de ingressos não alocados a preços mais acessíveis e se reconsiderará a precificação dinâmica para torneios futuros.
““Instamos a Fifa a tomar medidas corretivas imediatas para solucionar os danos causados pelo uso da precificação dinâmica, que transformou o maior evento esportivo do mundo em uma empresa excludente e voltada para o lucro, às custas diretas dos torcedores, das comunidades anfitriãs e dos contribuintes”, diz a carta.”


