O Pentágono e a Casa Branca emitiram declarações vagas nesta terça-feira (10) sobre a duração da guerra no Oriente Médio. O conflito apresenta baixo índice de aprovação entre os eleitores americanos.
Desde o início da guerra, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o conflito persistirá até que todos os objetivos dos Estados Unidos sejam alcançados. Ele declarou que o único acordo possível é uma rendição completa.
Questionada sobre o significado disso, a porta-voz da Casa Branca afirmou que Trump determinará quando o Irã deixará de representar uma ameaça direta aos Estados Unidos e aos aliados. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, corroborou, dizendo que cabe ao presidente decidir se a guerra está no início, no meio ou no fim, e que Trump controla o ritmo do conflito.
O Pentágono confirmou que sete militares americanos morreram no conflito e cerca de 140 ficaram feridos, sendo oito deles em estado grave, embora a maioria já tenha retornado aos combates. A Casa Branca reiterou que as metas da guerra incluem destruir o programa de mísseis balísticos do Irã, garantir que o país não desenvolva armas nucleares e enfraquecer grupos terroristas financiados pelo Irã no Oriente Médio.
““Os militares estão atingindo esses objetivos de forma rápida e eficiente, muito antes do previsto”, disse a porta-voz.”
Embora uma mudança de regime nunca tenha estado oficialmente na lista de objetivos, Trump indicou interesse em um novo líder “aceitável”. O governo e o presidente têm enviado mensagens contraditórias sobre a duração da guerra. Na semana passada, foi mencionado que duraria de quatro a cinco semanas. Na segunda-feira (9), Trump afirmou que a guerra acabaria em breve, mas não nesta semana.
Mais tarde, ele fez novas ameaças em uma rede social: “Se o Irã fizer algo para impedir o fluxo de petróleo no Estreito de Hormuz, será atacado pelos Estados Unidos com força 20 vezes maior”. Preocupado com a alta do preço do barril de petróleo, o governo suspendeu por 30 dias as sanções às importações de petróleo russo pela Índia.
Trump enfrenta pressão devido aos impactos da guerra na economia global e à desaprovação interna. Uma pesquisa revelou que apenas 29% dos americanos aprovam o conflito. Enquanto isso, os motivos de Israel para participar do conflito são claros e antigos. Antes mesmo do anúncio de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, o governo israelense já havia ameaçado matar qualquer um que fosse escolhido.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel só estará seguro com uma mudança de regime no Irã. Na segunda-feira (9), ele disse que a aspiração israelense “é permitir que o povo iraniano se livre do jugo da tirania”. O professor de Relações Internacionais, Maurício Santoro, destacou que Israel e Estados Unidos estão alinhados, mas observou que os americanos entraram na guerra sem uma estratégia clara para o fim do conflito.
““Como muitas vezes acontece no governo Trump, existe uma indefinição maior, a impulsividade do presidente”, afirmou Santoro.”


