Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada no sábado, 14 de março de 2026, revelou que 77% dos brasileiros acreditam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve manter uma posição de neutralidade em relação à guerra no Irã. O conflito teve início após ataques dos Estados Unidos e Israel ao território iraniano em 28 de fevereiro, após o fracasso das negociações nucleares.
O conflito, que já dura três semanas, resultou na morte de mais de 2 mil pessoas de 12 países. Apenas 14% dos entrevistados afirmaram que o Brasil deveria apoiar os EUA e Israel, enquanto 2% disseram que o país deveria ficar ao lado do Irã. Outros 7% não souberam responder.
A pesquisa, realizada entre os dias 6 e 9 de março, contou com a participação de 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, e possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Além disso, 81% dos entrevistados expressaram medo de que o conflito se espalhe pelo mundo, enquanto 18% indicaram que não têm esse receio. Em 28 de fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil condenou os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, defendendo as negociações e apelando para que todas as partes respeitem o Direito Internacional.
““Apelamos a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, afirmou o governo brasileiro.”
Os ataques dos Estados Unidos e Israel, que começaram no final de fevereiro, visaram a infraestrutura de mísseis, instalações militares e lideranças em Teerã, resultando na morte do então líder supremo Ali Khamenei. Na quarta-feira, 11 de março, após ataques retaliatórios do Irã, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que a ofensiva militar conjunta contra o Irã durará “o tempo que for necessário”.
““Esta operação continuará indefinidamente, pelo tempo que for necessário, até que alcancemos todos os nossos objetivos e determinemos o resultado da campanha”, disse Katz.”
Atualmente, a tensão continua alta, com o Irã retaliando contra Israel e aliados dos EUA no Golfo. Teerã declarou que qualquer navio com carga de petróleo ou pertencente aos EUA, Israel ou aliados “hostis” que atravessar o Estreito de Ormuz será considerado um alvo “legítimo”. As Forças Armadas iranianas afirmaram que “não permitirão que nem um único litro de petróleo transite” pela rota.
Em uma tentativa de conter a alta dos preços do petróleo, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde.


