Pesquisa revela preconceito sobre moda e idade: quem passa dos 50 não combina com tendências

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma nova pesquisa da organização britânica Centre for Ageing Better aponta que muitos acreditam que pessoas acima dos 50 anos não ficam bem usando as últimas tendências da moda. O estudo faz parte da terceira edição da campanha anual Age Without Limits (Idade Sem Limites), que combate o etarismo.

De acordo com a pesquisa, dois terços dos 4 mil entrevistados afirmam que as pessoas deveriam abrir mão de seguir as tendências da moda por volta dos 56 anos. Além disso, um em cada dez participantes acredita que o limite de idade seria aos 40 anos.

No âmbito profissional, a situação é igualmente preocupante. Aos 55 anos, um candidato a emprego é considerado menos desejável. A pesquisa também revela atitudes idadistas em relação às habilidades tecnológicas e à qualidade da função cerebral com o envelhecimento.

A idade média em que os entrevistados acreditam que alguém começa a ter dificuldade em se adaptar a novas tecnologias é aos 61 anos. No entanto, dados mostram que pessoas acima dos 70 anos passam mais tempo online do que qualquer outra geração, exceto a geração Z, nascida entre 1995 e 2010.

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Quanto ao declínio cognitivo, há uma crença de que ele começa aos 63 anos, o que ocorre três anos antes do chamado “envelhecimento precoce” do cérebro e mais de 20 anos antes do envelhecimento tardio.

O levantamento também destaca diferenças nas atitudes etaristas conforme as faixas etárias. A faixa etária de 45 a 54 anos é a que mais acredita que alguém deixa de ser um candidato desejável aos 50 anos, com 41% de concordância. No grupo de 45 a 54 anos, 23% acreditam que o declínio cognitivo começa aos 50 anos, enquanto na faixa de 55 a 64 anos, esse índice cai para 13%. Isso sugere que tais receios podem não se confirmar ao se atingir idades mais avançadas.

““Esse é um preconceito contra o nosso eu futuro, pois todos esperamos envelhecer um dia. O idadismo restringe o trabalho, a saúde, os relacionamentos, a ambição e a confiança. Em última análise, determina quais vidas são consideradas dignas de atenção”, afirmou Carole Easton, diretora executiva do Centre for Ageing Better.”

A pesquisa conclui que a moda pode contribuir para uma melhor qualidade de vida entre os idosos.

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