A nova pesquisa Quaest, divulgada em 11 de março de 2026, indica um empate inédito entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições. O levantamento, realizado a seis meses da eleição, também aponta uma piora na avaliação do governo e na percepção sobre a economia.
O estudo testou cenários de 1º e 2º turno com oito pré-candidatos: Lula, Flávio, Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). Nos cenários de 1º turno, Lula lidera em dois cenários e empata tecnicamente com Flávio em cinco. As intenções de voto para Lula variam entre 36% e 39%, enquanto Flávio varia de 30% a 35%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Na pesquisa, Lula e Flávio aparecem empatados no 2º turno, ambos com 41% das intenções de voto. Essa é a primeira vez que isso ocorre na série histórica da Quaest. A diferença entre eles diminuiu gradualmente, de dez pontos em dezembro para sete em janeiro, cinco em fevereiro e agora, um empate.
““O empate entre os dois principais competidores a 6 meses da eleição reforça a tese”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest.”
Além disso, Flávio aparece numericamente à frente de Lula entre os eleitores independentes, com 32% das intenções de voto, enquanto Lula tem 27%. Os eleitores independentes representam 32% do total, segundo a pesquisa.
A pesquisa também revela uma piora na avaliação do governo Lula, com 51% desaprovando seu trabalho e 44% aprovando. A desaprovação aumentou de 49% em fevereiro e janeiro para 51% agora. A diferença entre desaprovação e aprovação aumentou de um ponto em dezembro para sete pontos atualmente.
Em relação à percepção econômica, 48% dos brasileiros afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses, enquanto 24% acreditam que melhorou. A expectativa de melhora futura também vem caindo gradualmente.
A corrupção é citada como a segunda maior preocupação dos brasileiros, atrás apenas da violência. Na pergunta sobre medo, 43% dos entrevistados afirmaram ter medo de mais um governo Lula, enquanto 42% temem a volta da família Bolsonaro ao poder.


