Pesquisa revela que 71% dos brasileiros são contra taxa mínima para entregas por aplicativo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta terça-feira (17) mostra que 71% dos brasileiros são contrários à proposta do governo de implementar uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo.

O ministro Guilherme Boulos anunciou que o governo pretende estabelecer um valor mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro adicional acima de 4 km. A pesquisa também revelou que 76% dos entrevistados conhecem a proposta, enquanto 24% não a conhecem.

Além disso, 78% dos participantes acreditam que essa mudança resultaria em um aumento nos preços dos pedidos de entrega por aplicativo. Outros 17% afirmam que o preço permaneceria o mesmo, e 5% acreditam que os preços diminuiriam.

O levantamento, realizado em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), entrevistou 1.031 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

- Publicidade -

Fernando Blower, Presidente Executivo da ANR, destacou que a regulamentação dos entregadores é necessária, mas deve ser feita de forma equilibrada. Ele afirmou:

““pensando em soluções que protejam os trabalhadores e a sustentabilidade do setor”.”

Blower também comentou que a pesquisa indica que a população não apoia a proposta, especialmente devido ao potencial impacto nos preços.

““Medidas como a fixação de valores mínimos podem afetar os consumidores, sobretudo os mais vulneráveis, e pressionar a operação de bares e restaurantes, em especial os de pequeno porte, que dependem do delivery”,”

acrescentou.

- Publicidade -

Quando questionados sobre quem seria mais afetado pelo aumento no custo das entregas, 86% dos entrevistados apontaram as pessoas mais pobres, enquanto 14% acreditam que as pessoas mais ricas seriam as mais impactadas.

Além disso, 29% dos entrevistados afirmaram que estariam dispostos a pagar mais pelas entregas caso a proposta fosse aprovada, enquanto 71% disseram que não pagariam mais.

Por fim, ao serem questionados se o governo federal deveria se preocupar mais ou menos em criar novas regras para o trabalho das empresas brasileiras, 40% responderam que deveria se preocupar mais, enquanto 60% acreditam que deveria se preocupar menos.

Compartilhe esta notícia