Pesquisas eleitorais mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A menos de sete meses das eleições presidenciais, as pesquisas mais recentes revelam uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Os dados indicam um crescimento consistente do candidato do PL e dificuldades do governo em manter sua imagem.

Segundo a última pesquisa Meio/Ideia, realizada no dia 11, Lula aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 45,3%. Essa diferença está dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais, configurando um empate técnico. O mesmo cenário é observado em outros levantamentos, como na pesquisa Genial/Quaest, que também registrou empate numérico em um eventual segundo turno, com ambos os candidatos marcando 41%.

Os dados mostram que Flávio Bolsonaro está em uma trajetória ascendente. Na pesquisa Meio/Ideia, ele subiu de 36% em janeiro para 41,1% em fevereiro, alcançando os atuais 45,3%. Na Quaest, o crescimento foi de cinco pontos percentuais desde o final do ano passado, enquanto Lula recuou na mesma proporção.

A avaliação negativa do governo é um dos principais fatores que explicam a perda de fôlego de Lula nas pesquisas. Um levantamento do Ipsos/Ipec, também realizado no dia 11, mostra que a reprovação supera a aprovação em todas as áreas avaliadas, especialmente em temas como inflação, segurança pública e controle de gastos, que são explorados pela oposição na pré-campanha.

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A rejeição permanece elevada para ambos os candidatos. De acordo com a Quaest, 55% dos eleitores afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 56% dizem o mesmo sobre Lula. Esses índices estão praticamente estáveis desde o início do ano, indicando dificuldades para ambos em ampliar suas bases eleitorais.

Os dados sugerem que não há espaço para uma terceira via, pelo menos por enquanto. Nenhum candidato fora da polarização ultrapassa 10% nas simulações de primeiro turno. Nomes do PSD, como Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, apresentam desempenho limitado.

A avaliação regional também impacta a disputa. Os números do Paraná Pesquisas mostram que, em estados do Sul, Sudeste e no Amapá, a desaprovação do governo supera a aprovação. O caso mais crítico é o Paraná, onde 61,9% desaprovam o governo e apenas 34,6% aprovam. No Nordeste, Lula mantém um desempenho mais favorável, com destaque para o Ceará, onde a aprovação chega a 57%.

O retrato atual aponta para uma disputa aberta e altamente competitiva. Com o crescimento de Flávio Bolsonaro, o desgaste do governo Lula e a ausência de alternativas viáveis fora da polarização, o cenário indica uma eleição apertada, possivelmente decidida por poucos pontos percentuais.

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