‘Pessoal doa pela força e pelo prestígio do Bolsonaro’, diz Valdemar sobre doação de cunhado de Vorcaro

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, comentou sobre as doações feitas pelo cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022. Ele afirmou que essas doações não foram as maiores recebidas pela campanha e declarou não conhecer Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal.

Em entrevista ao Estúdio i, Valdemar disse: “As doações que foram feitas, nós tivemos muitas doações e falam que foi a maior. A maior não foi essa, foi uma de R$ 7 milhões e tem doações que eram feitas na conta de eleição do Bolsonaro e tinham doações que eram feitas no partido e tivemos doações muito maiores do que essa”.

Ele ressaltou que “todo mundo doa, esse pessoal doa pela força e pelo prestígio do Bolsonaro”. Valdemar também comentou sobre a possibilidade de políticos do partido estarem envolvidos no esquema do Banco Master, afirmando que não acredita nisso, pois ninguém o procurou para discutir o assunto.

“Tudo é possível, mas não acredito porque, se tivesse alguém envolvido, esse envolvido já teria me procurado para falar da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. Então, como ninguém me procurou até agora, eu vejo que não tem gente nossa envolvida”, disse Costa Neto.

Valdemar defendeu a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado para investigar o Caso Master. Ele afirmou: “Acho que a CPI do Senado devia ser instalada imediatamente. É um absurdo. Acho que o Congresso tem que investigar, temos que fazer a CPI que está no Senado porque as [CPIs] da Câmara estão na fila”.

Por fim, Valdemar expressou alívio por não conhecer Daniel Vorcaro, que foi preso na quarta-feira (4) em uma nova fase da operação que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. Além de Vorcaro, outras três pessoas foram presas, incluindo seu cunhado, Fabiano Zettel, que foi o maior doador pessoa física da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022.

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