A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, negou que a companhia tenha decidido iniciar operações na Venezuela. Ela afirmou que a estatal brasileira não possui autorização para atuar no país devido às sanções internacionais.
Durante uma conversa com jornalistas, Chambriard expressou surpresa com notícias que indicavam que a Petrobras estaria se preparando para entrar no mercado venezuelano. Ela declarou: “Então, nesse momento eu não tenho sequer autorização para ir para a Venezuela. Eu preferia olhar para a mídia e não ter notícias como essa”.
A presidente reconheceu que a Venezuela possui grandes reservas de petróleo já descobertas, o que poderia despertar o interesse de empresas do setor. “Eu preciso repor reservas e a Venezuela tem petróleo descoberto”, disse, ressaltando que qualquer especulação além disso é impossível.
Chambriard destacou que a possibilidade de atuação no país é inviável atualmente, tanto pelas restrições impostas por sanções quanto pelas características técnicas do petróleo venezuelano. “É um país difícil de explorar, com petróleo pesado. Nós temos uma impossibilidade por conta de embargo, então nós não estamos falando em ir para a Venezuela agora”, afirmou.
Ela acrescentou que a situação poderia mudar apenas se as restrições internacionais fossem suspensas. “Se eventualmente esse embargo for cancelado, aí sim a gente pode cogitar saber se a Venezuela é para nós um negócio ou não”, disse.
O embargo contra a Venezuela foi imposto principalmente pelos Estados Unidos e aliados ao longo dos últimos anos, com sanções ao setor de petróleo e a autoridades do regime chavista. Essas medidas restringiram negócios com a estatal venezuelana e dificultaram a atuação de empresas estrangeiras no país.
A crise na Venezuela se agravou em janeiro de 2026, quando uma operação militar dos EUA em Caracas resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro.

