Um navio petroleiro foi atingido por um “projétil desconhecido” na noite de segunda-feira (16), enquanto estava ancorado próximo ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A informação foi divulgada pelo centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) na manhã de terça-feira (17).
A embarcação sofreu danos estruturais leves e foi atingida no Golfo de Omã, a 23 milhas náuticas a leste de Fujairah. Não houve relatos de feridos entre a tripulação ou danos ambientais, e os danos estruturais foram considerados mínimos.
Fujairah é uma rota vital para a exportação de petróleo, contornando o Estreito de Ormuz, que está efetivamente fechado desde o início da guerra com o Irã. O terminal petrolífero de Fujairah e a Zona Industrial Petrolífera de Fujairah (FOIZ) têm sido alvos frequentes de ataques.
As autoridades de Fujairah informaram que estavam trabalhando para controlar um incêndio que começou na FOIZ devido a um ataque de drone. O petroleiro atacado se tornou a 21ª embarcação a relatar um incidente na região desde o início do conflito, segundo dados do UKMTO.
O conflito no Oriente Médio se intensificou após um ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. Desde então, diversas autoridades iranianas foram mortas e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos.
Em retaliação, o Irã atacou países da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, conforme a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah. Centenas de pessoas morreram no Líbano desde então.
Após a morte de Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, seu filho. Especialistas afirmam que ele representa continuidade na liderança iraniana. Donald Trump criticou essa escolha, chamando-a de “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

