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Petróleo a US$ 100 pode zerar déficit primário do governo em 2026

Amanda Rocha
Tempo: 1 min.

A cotação do petróleo na faixa de US$ 100 por barril, se mantida ao longo de 2026, pode ter um impacto positivo nas contas públicas do Brasil, possibilitando a eliminação do déficit primário do governo central.

Segundo cálculos do BTG Pactual, considerando a taxa de câmbio atual de R$ 5,20 por dólar, esse preço do petróleo Brent poderia gerar uma arrecadação adicional de R$ 44,1 bilhões em royalties, participações especiais e tributos.

Além disso, a arrecadação elevaria em R$ 9,5 bilhões o repasse de dividendos da Petrobras à União. Com isso, o déficit primário do governo central, que já leva em conta exceções ao arcabouço fiscal, como o pagamento de precatórios e gastos com modernização das Forças Armadas, poderia ir a zero.

Atualmente, o BTG Pactual estima um resultado negativo em torno de R$ 50 bilhões, o que corresponde a -0,4% do PIB, considerando uma projeção de petróleo a US$ 65 por barril.

Os economistas do banco alertam, no entanto, que a elevação do preço do petróleo pode gerar pressões por mais despesas do governo, visando compensar o aumento de custos enfrentados por empresas e consumidores.

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