PF investiga mulher de desembargador por irregularidades em emprego na Alerj

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Federal (PF) investiga Flávia Judice, esposa do desembargador Marcário Judice, preso por envolvimento com o crime organizado. Flávia, que é empregada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não compareceu ao trabalho durante o período em que deveria estar batendo ponto, passando esse tempo em viagens internacionais e em sua casa no Espírito Santo.

A PF rastreou a movimentação de Flávia entre janeiro e novembro do ano passado, utilizando antenas de celular e passagens aéreas compradas em seu nome. Segundo a investigação, Flávia não teria como despachar toda semana no Legislativo fluminense, pois quase não permanecia no Rio de Janeiro.

Os investigadores apontaram que, por exemplo, Flávia passou apenas 10 dias no Rio em agosto, 12 dias em setembro, 13 dias em outubro e ficou fora do estado em novembro. A análise não abrange todo o ano passado, uma vez que Flávia trocou de celular no meio do ano.

No período analisado, ela também realizou uma viagem internacional enquanto deveria estar no trabalho. Durante depoimento à PF em Vitória, no Espírito Santo, no dia da prisão de Marcário, Flávia foi questionada sobre sua frequência na Alerj. O delegado perguntou: “Qual era a sua frequência na Assembleia Legislativa?”. Flávia respondeu: “Eu ia todos os dias que eu estava no Rio de Janeiro. Praticamente toda a semana”.

Quando questionada sobre o motivo de ter pedido demissão, Flávia alegou que tinha uma obra para tocar em sua casa no Espírito Santo, o que tornava sua rotina de trabalho no Rio complicada.

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