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Pfeifer analisa classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O coordenador-geral do DSI-USP, Alberto Pfeifer, comentou sobre a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A declaração foi feita em 10 de março de 2026, em meio a uma avaliação da natureza internacional do crime organizado.

Pfeifer destacou que, embora essas organizações tenham origem no Brasil, seus efeitos se estendem além das fronteiras. Ele afirmou: “O crime é doméstico, mas o seu efeito é internacional, é transnacional, é hemisférico, é regional.”

Na mesma ocasião, o governo do presidente americano Donald Trump mencionou que considera PCC e CV como ameaças à segurança da região, mas não confirmou a intenção de rotulá-las como terroristas. Pfeifer explicou que a complexidade do fenômeno criminal reside na sobreposição entre dimensões internas e externas da criminalidade organizada.

O especialista observou que as redes criminosas se tornaram mais sofisticadas e operam dentro de sistemas econômicos formais. “O crime organizado, o narcotráfico e todos os outros delitos conexos estão cada vez mais entranhados nas sociedades”, afirmou.

Ele ressaltou a necessidade de cooperação internacional para enfrentar o crime organizado, que envolve múltiplos países. “É preciso cooperação internacional, porque esse crime envolve vários países, várias soberanias”, disse Pfeifer, mencionando também o uso de criptomoedas por essas organizações.

Pfeifer argumentou que a classificação como terrorismo pode ampliar os instrumentos legais dos EUA para combater esses grupos. “Quando os Estados Unidos querem, no âmbito regional, denominar organizações criminosas sediadas ou de origem de outros países como organizações terroristas, é para adequar a sua legislação e poderem impor o combate necessário”, justificou.

Ele alertou que essa iniciativa pode gerar receios em governos estrangeiros, que temem ações unilaterais do governo americano. No entanto, Pfeifer questionou: “Será que essas organizações já não fazem exatamente isso? Já não usurpam a soberania, já não controlam o território, já não amedrontam as populações?”

Por fim, ele enfatizou a importância de fortalecer a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado transnacional. “Para o Brasil, o importante é atacar essas organizações, eliminar o seu potencial ofensivo no território brasileiro e restaurar paz e segurança nas nossas comunidades”, concluiu.

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