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Alimentação

Pistache: do Irã aos EUA e a popularidade no Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 07:00
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O pistache, uma oleaginosa que conquistou o paladar brasileiro, tem uma trajetória que começa no Irã e passa pelos Estados Unidos. Estudos indicam que a espécie Pistacia vera foi domesticada há cerca de 9.000 anos em um território do Oriente Médio, conhecido atualmente como Irã.

A planta se espalhou da Ásia para o Mediterrâneo, especialmente na região entre a Turquia e a Síria, onde o clima e a altitude favorecem seu crescimento. Atualmente, Irã, Turquia e Síria estão entre os maiores produtores de pistache, mas os Estados Unidos emergiram como uma nova potência no cultivo, especialmente na Califórnia.

Os agricultores americanos, organizados em associações como a American Pistachio Growers, investiram em tecnologia e se tornaram os maiores produtores globais, com uma produção de 500.000 toneladas por ano, representando 42% da produção mundial. A Turquia ocupa a segunda posição, com 385.000 toneladas, seguida pelo Irã, com 225.000 toneladas. A Síria, afetada por uma guerra civil, está em quarto lugar, e a União Europeia, concentrada em países como Grécia e Espanha, vem em quinto.

No Brasil, o pistache ganhou popularidade nos últimos anos, embora o país não produza a oleaginosa. Atualmente, 70% das importações de pistache vêm dos Estados Unidos. Em 2022, o Brasil importou pouco mais de 350 toneladas, cifra que triplicou em 2024, com um crescimento adicional de 34% nas importações no ano passado.

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Nutricionistas destacam que o pistache é um alimento com alta densidade nutricional, oferecendo cerca de 20 gramas de proteína em uma porção de 100 gramas, além de ser rico em fibras e gorduras insaturadas, benéficas ao coração. Uma porção de 30 gramas contém 180 calorias, e recomenda-se o consumo de uma ou duas porções diárias para aproveitar os benefícios sem excessos.

Para uma alimentação saudável, é aconselhável optar por pistaches mais naturais ou minimamente processados, como o pistache torrado sem sal. Ao consumir, é interessante lembrar da longa jornada que a semente percorreu até chegar ao Brasil, refletindo um contexto histórico e geopolítico.

TAGGED:AlimentaçãoAmerican Pistachio GrowersDieta e Nutrição
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