Após se desvincular da base do governo de Ibaneis Rocha (MDB), o PL apresentou, nesta terça-feira (10), um pedido para a criação de uma CPI na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar as operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Um requerimento similar da oposição, assinado pelo bloco PSOL-PT, que também solicita uma CPI, aguarda assinaturas desde novembro de 2025. Na época, o PL ainda fazia parte da base do governo e não assinou o requerimento. Atualmente, o requerimento do PSOL conta com sete assinaturas, enquanto o do PL possui quatro, o que significa que nenhuma das duas tentativas atingiu o apoio mínimo de oito assinaturas necessário para a criação da CPI.
O autor do pedido de CPI tende a comandar o colegiado. É necessário um mínimo de oito assinaturas para que uma CPI seja criada na Câmara Legislativa. Após alcançar esse número, a proposta vai para o fim de uma lista de CPIs que aguardam instalação. Para que a CPI ganhe urgência e prioridade na lista, é preciso que 13 deputados assinem.
Outro ponto relevante é que dois deputados do PL votaram, em agosto de 2025, a favor da compra do Banco Master pelo BRB. Os deputados que votaram a favor da aquisição foram: Doutora Jane (MDB), Eduardo Pedrosa (União), Hermeto (MDB), Iolando (MDB), Jaqueline Silva (MDB), João Cardoso (Avante), Jorge Viana (PSD), Martins Machado (Republicanos), Pastor Daniel de Castro (PP), Pepa (PP), Robério Negreiros (PSD), Roosevelt Vilela (PL), Thiago Manzoni (PL) e Wellington Luiz (MDB).
A votação ocorreu poucos meses antes de uma operação da Polícia Federal contra o Banco Master, que resultou na prisão do dono da instituição, Daniel Vorcaro, por supostas fraudes. Após essa operação, foi revelado que o BRB sofreu um prejuízo bilionário nas transações malsucedidas com o Banco Master.

