Os três policiais envolvidos na morte da médica Andréa Marins Dias estavam com as câmeras corporais descarregadas. A médica, de 61 anos, foi morta no domingo (15), durante uma suposta perseguição em Cascadura, na Zona Norte do Rio.
A suspeita é que os policiais tenham confundido o carro da vítima com o de criminosos. Durante a perseguição, o veículo foi atingido, resultando na morte de Andréa. A Polícia Militar informou que os três agentes foram afastados das ruas e as armas utilizadas na ação foram apreendidas para perícia.
O enterro de Andréa ocorreu na tarde de terça-feira (17) no Cemitério da Penitência, na Zona Norte. O velório começou às 13h e o sepultamento aconteceu pouco depois das 17h. Os pais da médica, que a haviam visitado antes do incidente, chegaram ao cemitério muito abalados, acompanhados da filha.
Andréa era cirurgiã oncológica especializada no tratamento de endometriose e tinha quase 30 anos de experiência na área de saúde da mulher. Em seu perfil nas redes sociais, ela mencionava ter duas residências: uma geral e outra em cirurgia oncológica.
Em um vídeo gravado em 2024, Andréa se apresentou, dizendo: “Eu tenho 27 anos cuidando de mulher. De formada, eu não sei se eu falo….. 32 anos de formada”. Ela também abordava a endometriose em suas publicações, respondendo a perguntas sobre o tema.
Andréa também compartilhava momentos de lazer e viagens em suas redes sociais. Em uma viagem à África do Sul, postou uma foto com a filha ao lado da estátua de Nelson Mandela e comentou sobre a história no Museu do Apartheid.
Após a morte de Andréa, várias postagens em suas redes sociais receberam comentários lamentando a tragédia e pedindo justiça. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

