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Justiça

Poder feminino: mulheres lideram justiça, educação e direitos no Espírito Santo

Amanda Rocha
Última atualização: 8 de março de 2026 04:01
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Espírito Santo destaca a presença feminina em posições de liderança em várias instituições. Pela primeira vez na história, mulheres estão à frente de órgãos importantes como a Justiça, a educação e a advocacia no estado.

Entre as líderes femininas estão a primeira presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, a primeira reitora do Instituto Federal do Espírito Santo, a primeira mulher eleita para presidir a Ordem dos Advogados do Brasil no estado, uma delegada que coordena o atendimento a vítimas de violência e uma advogada influente nas redes sociais.

A desembargadora Janete Varga Simões assumiu a presidência do Tribunal de Justiça em 2025, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em 134 anos. Natural de Barra de São Francisco, ela possui 35 anos de carreira na magistratura e acredita que a presença feminina transforma a cultura institucional.

““A presença feminina em espaços de decisão transforma a cultura institucional, amplia perspectivas e serve de inspiração para que outras mulheres não desistam de seus projetos”, afirmou.”

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A professora Adriana Piontkovsky Barcellos fez história ao se tornar a primeira mulher eleita reitora do Instituto Federal do Espírito Santo. Com 37 anos de atuação na educação, ela destaca a importância de sua eleição como um símbolo para outras mulheres.

““Sei que a minha eleição é simbólica para muitas mulheres que, ao verem uma mulher nesse lugar, passam a vislumbrar a possibilidade de um dia também chegarem a cargos de gestão”, disse.”

A advogada Erica Ferreira Neves, de 51 anos, é a primeira mulher eleita presidente da OAB-ES, com 53% dos votos válidos na eleição de 2024. Ela enfatiza que ser mulher nunca foi um limite em sua carreira.

““Nunca achei ou identifiquei que ser mulher me limitava em fazer qualquer coisa”, declarou.”

A delegada Cláudia Dematté lidera a Divisão Especializada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Espírito Santo, onde coordena projetos de enfrentamento à violência contra mulheres. Com mais de 19 anos de experiência, ela acredita que a presença feminina é crucial para uma gestão respeitosa e humanizada.

““A presença de mulheres em cargos de liderança é crucial para uma gestão com respeito, equidade e humanização”, afirmou.”

A advogada Fayda Belo, de 44 anos, se tornou referência nacional na defesa dos direitos das mulheres e no debate sobre crimes de gênero. Ela destaca a importância de ocupar espaços de liderança para mudar a narrativa feminina.

““Quando uma mulher ocupa esse espaço, abre caminho para que outras avancem e novos modelos de liderança surjam”, disse.”

Apesar dos avanços, a presença feminina em cargos de decisão ainda é limitada. Dos 78 municípios do Espírito Santo, apenas dois são governados por mulheres. A participação feminina nas candidaturas a prefeitas foi de 6,79%, e apenas 2,63% das prefeitas eleitas são mulheres.

As líderes compartilham mensagens de inspiração para outras mulheres, enfatizando a importância de acreditar na própria capacidade e fortalecer redes de apoio. A delegada Cláudia Dematté ressalta a influência de sua família em sua trajetória.

““Nunca desistam dos seus sonhos e nunca duvidem da própria capacidade. O espaço de poder também pertence às mulheres”, disse.”

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