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Polícia Civil e MP prendem quadrilha que fabricava armas com impressoras 3D

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam uma quadrilha suspeita de fabricar armas utilizando impressoras 3D. As prisões ocorreram na manhã desta quinta-feira, 12 de março de 2026, no interior de São Paulo.

O chefe da quadrilha, Lucas Alexandre de Queiroz, foi detido durante a operação. As investigações revelaram que ele produziu uma carabina semiautomática em uma impressora 3D, que despertou interesse internacional, tendo sido apreendida na Austrália e na Nova Zelândia. As armas fabricadas por Queiroz foram vendidas em diversos estados do Brasil e também para outros países pela internet.

Além disso, Lucas de Queiroz criou um manual com mais de 100 páginas, que ensinava como fabricar armas e era distribuído gratuitamente na internet. O procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira, afirmou que a potencialidade lesiva desse grupo ultrapassa as fronteiras do Brasil, com acesso detectado por grupos extremistas, como o Estado Islâmico.

O governo brasileiro recebeu um alerta de uma agência federal americana sobre postagens em redes sociais relacionadas a essas armas. As investigações foram conduzidas no Rio de Janeiro, onde foi identificado o maior número de compradores de armas 3D.

Na operação, agentes estiveram em onze estados do Brasil, resultando na prisão de outros dois homens no interior de São Paulo. Duas pessoas permanecem foragidas. As armas produzidas em impressoras 3D são consideradas perigosas pela polícia, pois não possuem número de série, registro ou fabricante identificado, sendo classificadas como armas fantasmas.

O delegado Marcos Buss destacou que essa tecnologia representa um grande desafio para o controle e a circulação de armas de fogo no país.

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