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Segurança

Polícia Civil prende tenente-coronel Geraldo Leite por feminicídio

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 09:09
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta quarta-feira (18) o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, em sua residência na cidade de São José dos Campos. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava. O tenente-coronel estava no local e chamou socorro, relatando o caso como suicídio. Posteriormente, a versão foi alterada para morte suspeita, contestada pela família da vítima desde o início.

Laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões contundentes na face e na região cervical de Gisele, compatíveis com pressão digital e escoriação causada por unha. O último laudo foi datado de 7 de março, um dia após a exumação do corpo da vítima. O laudo do dia 19 de fevereiro já mencionava lesões na face e no pescoço.

O advogado da família, José Miguel Silva Junior, avaliou que as marcas encontradas corroboram a tese de feminicídio. Em depoimento, uma testemunha vizinha relatou ter ouvido um disparo às 7h28 do dia da morte, enquanto o tenente-coronel acionou o Copom às 7h57, levantando suspeitas sobre o intervalo de quase meia hora para pedir socorro.

O advogado também destacou uma foto da vítima com a arma na mão, tirada pelos socorristas, o que seria incomum em casos de suicídio. Além disso, três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para realizar uma limpeza horas após a ocorrência, o que foi confirmado em seus depoimentos.

TAGGED:direitos das mulheresFeminicídioGeraldo Leite Rosa NetoGisele Alves SantanaInstituto Médico LegalJosé Miguel Silva JuniorPolícia CivilSão José dos CamposSão PauloViolência contra a mulher
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