A Polícia Civil de Minas Gerais transferiu a delegada Wanessa Santana Martins Vieira para a Central Estadual do Plantão Digital, em Belo Horizonte, após a abertura de uma sindicância administrativa relacionada ao uso indevido de uma viatura da corporação pelo seu marido.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 14 de março de 2026 e ocorreu por “conveniência da disciplina”, conforme deliberação unânime do órgão especial do Conselho Superior da Polícia Civil. A delegada atuava anteriormente na delegacia de São José da Lapa, vinculada ao departamento de Vespasiano.
A remoção foi fundamentada em dispositivos legais que tratam da organização e das normas disciplinares da Polícia Civil, que permitem a transferência de servidores para preservar o funcionamento e a disciplina administrativa.
A sindicância foi aberta após a prisão do marido da delegada, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, de 38 anos, que foi flagrado conduzindo uma viatura descaracterizada da Polícia Civil na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, no dia 11 de março de 2026.
O advogado foi abordado durante uma blitz na pista exclusiva para ônibus e veículos oficiais da Avenida Antônio Carlos, após denúncias anônimas recebidas pela Corregedoria e pela Ouvidoria do Estado. Durante a abordagem, ele apresentou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas como não tinha vínculo com o serviço público, os policiais apreenderam o veículo e o conduziram à delegacia.
A viatura foi encaminhada para perícia na Diretoria de Transportes da Polícia Civil. As investigações indicaram que o carro estava sob responsabilidade da delegada. Enquanto o advogado era abordado, uma equipe da Corregedoria foi até a residência da policial, onde ela foi informada sobre a ocorrência e levada à unidade da corporação para prestar esclarecimentos.
A Polícia Civil informou que o advogado foi encaminhado ao sistema prisional e que a delegada foi conduzida à Casa de Custódia da instituição. Ambos foram autuados pelo crime de peculato, que consiste no uso ou desvio de bem público por servidor ou por quem tenha acesso a ele. As investigações continuam.

