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Segurança

Polícia desarticula centro de treinamento de facção em área indígena de MT

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 12:47
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Polícia Civil desarticulou um centro de treinamento de uma facção criminosa em uma área indígena em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (13). A operação, chamada Argos, foi realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

O local era utilizado para preparar membros do grupo em técnicas de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha. As investigações começaram após denúncias de tráfico de drogas na Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru), nas proximidades do Rio São Lourenço.

Segundo a polícia, um homem conhecido como “Pescador”, casado com uma indígena, recebia drogas pelo Rio São Lourenço e as transportava para uma casa em um ponto mais afastado da aldeia. Outro suspeito, identificado como “Corola” ou “Fininho”, distribuía as drogas para traficantes da região de Rondonópolis, utilizando embarcações no Rio Vermelho e rotas terrestres pela MT-270.

Os dois suspeitos também atuavam como instrutores de um curso para integrantes da facção, onde ensinavam técnicas de sobrevivência na mata e treinamento com armamento pesado, incluindo armas de uso restrito ao Exército Brasileiro. Durante os treinamentos, eram utilizados fuzis calibres .556 e .762, pistolas .40 e 9mm, além de metralhadoras e armas com tripé calibre .30.

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Os instrutores eram conhecidos como “01” e “02” e ensinavam a montagem e desmontagem de armas, disparos a diversas distâncias e técnicas de fuga após ataques. A existência do curso foi relatada em registros de diversas delegacias de Mato Grosso, onde suspeitos afirmaram ter participado de treinamentos em áreas indígenas.

O suspeito identificado como “02” utilizava um barco com motor para transportar os participantes do curso e o “01” até uma área de mata às margens do Rio Vermelho, onde eram realizados disparos. Para evitar que o barulho fosse ouvido pela comunidade indígena, o grupo subia o Rio São Lourenço por alguns quilômetros.

Quatro mandados de busca e apreensão foram realizados, e as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.

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