Polícia encerra inquérito sobre falso atentado contra prefeito de Taboão da Serra

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o falso atentado contra o ex-prefeito de Taboão da Serra, José Aprigio da Silva, sem identificar os mandantes do crime. O ataque, que ocorreu em fevereiro de 2025, foi forjado para sensibilizar a opinião pública e tentar garantir a reeleição de Aprigio, segundo a investigação.

O ataque envolveu disparos de um fuzil AK-47, que atingiram Aprigio no ombro esquerdo, colocando em risco sua equipe, composta por motorista, secretário e videomaker. Cinco suspeitos foram identificados como intermediários e executores do plano, dos quais dois foram presos e três permanecem foragidos. Todos respondem por quatro tentativas de homicídio.

Após o ataque, um vídeo editado mostrando Aprigio ferido foi divulgado pela assessoria do prefeito, o que gerou grande repercussão. O Ministério Público (MP) decidiu abrir um segundo inquérito para investigar quem teria encomendado o atentado, apesar da conclusão da polícia de que o ataque foi forjado.

A nova investigação foi encerrada em 21 de janeiro de 2026, com a delegacia afirmando que não foi possível identificar os autores intelectuais. Seis pessoas foram investigadas, todas negando envolvimento. Em depoimento, Aprigio chorou ao relatar as sequelas do ferimento e expressou sua indignação: ‘Eu quero que a Justiça apure, que vai chegar no culpado’.

O MP optou por manter a investigação, solicitando a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos sete investigados, incluindo Aprigio, e novos laudos periciais. A revelação do plano de atentado falso veio à tona após a delação premiada de Gilmar de Jesus Santos, que afirmou que o ataque foi encomendado por pessoas ligadas ao grupo político de Aprigio.

Gilmar relatou que o objetivo era manipular a opinião pública para impulsionar a campanha do ex-prefeito, que estava atrás nas pesquisas eleitorais. Ele e outros envolvidos foram contratados para executar o plano, que previa um pagamento de até R$ 500 mil. O carro utilizado pelos criminosos foi incendiado após a fuga.

A defesa de Aprigio afirmou que a conclusão da polícia reforça sua inocência, destacando que ele não foi indiciado por nenhum crime. O advogado Allan Hassan declarou que o ex-prefeito foi vítima de um grave atentado que quase resultou em sua morte. Atualmente, Aprigio, de 74 anos, está afastado da política desde que perdeu a eleição para a prefeitura em 2024.

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