A Polícia Federal e a Polícia Militar realizaram uma operação conjunta em Rio Claro e Araras, São Paulo, na manhã de quarta-feira, 18 de março de 2026, visando desarticular uma quadrilha envolvida em tráfico de drogas, armas e crimes violentos.
A Justiça autorizou 35 mandados de busca e apreensão e 37 mandados de prisão temporária. Em Rio Claro, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Em Araras, foram sete mandados de busca e apreensão e sete de prisão.
A operação, denominada Dry Fall, foi deflagrada pela PF de Campinas e cumpriu mandados em cidades do interior de São Paulo, além de municípios de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Ações também ocorreram em João Monlevade (MG) e nas cidades de Londrina e Foz do Iguaçu, ambas no Paraná. No Rio de Janeiro, foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária.
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de 150 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões. Também foi autorizado o sequestro de bens e a suspensão das atividades de 20 empresas suspeitas de serem utilizadas para esconder dinheiro ilegal.
Segundo a PF, o grupo investigado teria ligação com uma organização criminosa que atua em vários estados, movimentando grandes quantidades de drogas, especialmente haxixe, e participando da venda ilegal de armas.
Esta é a primeira grande operação realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em Campinas, unidade criada recentemente. Participaram cerca de 120 policiais federais e 250 policiais militares.
A ação faz parte de uma ofensiva nacional, com operações ocorrendo simultaneamente em 14 estados. A operação conjunta com a Polícia Federal contou com equipes do Comando de Policiamento do Interior-9 (CPI-9), por meio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), além de forças táticas de diversas unidades da região, que apoiaram as diligências. No total, foram mobilizados 140 policiais militares e 35 viaturas.


