A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu a investigação sobre mortes de pacientes em um hospital particular em Taguatinga e indiciou três técnicos de enfermagem por homicídio qualificado. As prisões preventivas foram cumpridas na madrugada de terça-feira, 10 de março de 2026.
De acordo com a Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o inquérito apurou três mortes ocorridas em novembro e dezembro de 2025 dentro da unidade de saúde. Um dos técnicos foi indiciado por três homicídios triplamente qualificados, por emprego de veneno, uso de meio insidioso e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele também foi indiciado por falsificação de documento particular e uso de documento falso.
Uma das técnicas de enfermagem foi indiciada por três homicídios com as mesmas qualificadoras. A terceira foi indiciada por dois homicídios qualificados. Segundo a polícia, as penas podem chegar a até 90 anos de prisão para dois dos investigados e até 60 anos para a terceira suspeita, caso haja condenação.
O Hospital Anchieta instaurou um comitê interno de análise que, em menos de 20 dias, identificou as evidências contra os ex-funcionários por meio de câmeras de segurança dos leitos e análise de prontuários. Embora tenham negado as acusações no início dos interrogatórios, os suspeitos confessaram os crimes após serem confrontados com as imagens das câmeras de monitoramento.
O técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, acessava o sistema de prescrição de medicamentos utilizando a conta de um médico. Após prescrever substâncias incorretas ou em doses letais, ele buscava os fármacos na farmácia, preparava as doses e as escondia no jaleco para evitar detecção ao entrar nos leitos. Em um dos casos, as autoridades relataram que o técnico injetou desinfetante com uma seringa, por mais de 10 vezes, em uma idosa de 75 anos.


