A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um caso de suposta violência doméstica que surgiu durante a apuração de uma denúncia de racismo em um supermercado no Gama.
Uma mulher de 32 anos procurou a delegacia para relatar que foi perseguida por um segurança de 37 anos, que a abordou como se ela estivesse prestes a cometer furto. A vítima afirmou que a abordagem foi motivada por racismo, uma vez que é negra e usava vestimentas brancas, típicas de sua religião.
Com base nessa denúncia, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios apresentou uma denúncia contra o segurança à Justiça.
As investigações se intensificaram quando o pai da vítima, de 58 anos, foi ao supermercado e ameaçou o gerente, apresentando-se como desembargador e exigindo a demissão do segurança acusado de racismo.
O gerente relatou a ameaça à polícia, que descobriu um registro anterior de ameaça com arma de fogo envolvendo o pai da vítima. Na manhã de 17 de março de 2026, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão na residência do homem, localizada no Núcleo Bandeirante.
Durante a operação, os policiais apreenderam a arma utilizada nas ameaças. A esposa do homem foi conduzida à delegacia, onde denunciou ser vítima de violência psicológica por parte dele e solicitou medidas protetivas.
A PCDF informou que todas as providências necessárias foram tomadas.


