O chefe de polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, alertou os cidadãos sobre as consequências de protestar nas ruas. Ele afirmou que qualquer pessoa que se manifestar será tratada ‘não como manifestante, mas como inimiga’. ‘As forças de segurança estão com o dedo no gatilho’, declarou Radan durante uma transmissão na TV estatal na noite de terça-feira, 10 de março de 2026.
As advertências ocorrem em um contexto de agitação nacional, que começou em janeiro com manifestações antigovernamentais que foram brutalmente reprimidas pelas forças de segurança. Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, comentou que o povo iraniano não deveria protestar enquanto os ataques americanos e israelenses no Irã estiverem em andamento, mas indicou que ‘chegará um momento’ em que o presidente Donald Trump ou o povo iraniano decidirão que ‘é a hora de aproveitar essa vantagem’ e se rebelar contra o governo.
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Além dele, diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em resposta, o regime dos aiatolás lançou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas afirmam que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

