A Polícia Civil prendeu, no domingo (8), o caseiro da fazenda do empresário Gervasio Tadao Nagahama, de 45 anos, encontrado morto em Pilar do Sul (SP) na quinta-feira (5), após seis dias desaparecido.
O caso é investigado pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba (SP). O delegado responsável pelo inquérito, Rodrigo Ayres, informou que o suspeito, Giovani Gomes de Souza, de 26 anos, foi indiciado por homicídio.
Gervasio fez contato com a família pela última vez em 27 de fevereiro, quando saiu de casa para uma reunião de negócios. O desaparecimento foi registrado pela família na polícia em 1º de março. No mesmo dia, o carro de Gervasio foi encontrado carbonizado na Estrada Rafael Francisco de Morais, na zona rural de Pilar do Sul.
O corpo de Gervasio foi encontrado no dia 5 de março em uma área rural de Pilar do Sul. O delegado relatou que, após a localização dos restos mortais, foram iniciadas investigações que incluíram ouvir a família e outras pessoas. A confirmação da identidade da vítima ainda depende de laudos técnicos.
Após a confirmação da morte, amigos e familiares prestaram homenagens nas redes sociais. A agência de viagens fundada por Gervasio publicou uma nota lamentando sua morte, destacando seu legado e valores.
A Polícia Civil solicitou a quebra de sigilo telefônico e a análise de câmeras de segurança próximas ao local onde o corpo foi encontrado. A polícia aguarda laudos do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as circunstâncias da morte.
O pedido de prisão temporária de Giovani foi solicitado na sexta-feira (6), um dia após o corpo ser encontrado. Ele trabalhava na fazenda de Gervasio e, segundo a polícia, teria cometido o crime devido a dívidas relacionadas a jogos de aposta. Giovani teria vendido 1,5 mil caixas de cereais sem autorização do empresário, obtendo cerca de R$ 10 mil. Ao descobrir a venda, Gervasio exigiu a devolução do dinheiro e ameaçou registrar um boletim de ocorrência.
O delegado explicou que Gervasio foi enforcado após cair em uma emboscada. O corpo foi enterrado em uma vala de cerca de cinco metros de profundidade, aberta por Giovani com uma retroescavadeira em um sítio pertencente à vítima. Após o crime, o suspeito fugiu com o carro de Gervasio, que foi encontrado carbonizado.


