A polícia do Rio de Janeiro investiga a morte de uma médica durante uma perseguição policial no domingo, 15 de março de 2026. A suspeita é que o carro em que ela estava tenha sido confundido com o de bandidos.
Por volta das 18h, vizinhos ouviram tiros e viram um carro branco com duas marcas no para-brisas. Um policial militar gritou ordens: “Desce do carro. Desce ou vai morrer”, mas não houve reação. O policial se aproximou e bateu com o fuzil na janela do veículo. Outros dois policiais militares se juntaram a ele, mas a médica, de 61 anos, já estava morta dentro do carro.
A médica foi identificada como Andréa Marins, cirurgiã oncológica e especialista em saúde da mulher. No momento do incidente, ela estava saindo da casa dos pais, no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio. Sua mãe tem 91 anos e o pai, 88. Desde a morte do irmão em um acidente, Andréa era a única responsável pelos cuidados dos pais.
““Como ela faz sempre, ela veio ver os pais. Na saída aqui, ela saiu e parece que deu ré com o carro e quando chegou ali foi alvejada”, disse Paulo Roberto Rezende, amigo da família.”
O relatório inicial da ocorrência indica que os policiais receberam um alerta sobre bandidos na região, que estariam cometendo assaltos. Durante a patrulha, uma moto e três carros suspeitos fugiram, iniciando uma perseguição. Os ocupantes desses veículos teriam atirado e os policiais revidaram. Ao final da perseguição, encontraram o carro com a médica morta.
A Delegacia de Homicídios investiga se a morte de Andréa foi resultado de um erro na abordagem dos policiais militares. Os três PMs envolvidos foram afastados das ruas.
““Já é bastante difundido os protocolos operacionais das polícias do Brasil: você não pode efetuar disparos a veículos que estejam em fuga. Deve acompanhar primeiro esse veículo, informando os outros policiais da trajetória e fazendo um cerco”, afirmou Alan Fernandes, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.”

