A Polícia Federal (PF) prendeu sete policiais militares nesta quarta-feira (11) durante a terceira fase da Operação Anomalia, que investiga ligações entre agentes de segurança e o tráfico de drogas.
Os PMs foram identificados como seguranças do traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, e atuavam em diversas atividades, incluindo acompanhá-lo em consultas médicas e enterros. O cabo da PM Rodrigo da Costa Oliveira foi responsável pela seleção do grupo.
Além de trabalhar para Índio, os PMs também prestaram segurança ao influenciador Hytalo Santos, que foi convidado por Índio e pelo ex-deputado estadual TH Joias para o Baile da Escolinha, no interior do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Hytalo Santos e seu marido foram condenados em fevereiro por exploração sexual de adolescentes. A PF investiga se os PMs vazavam informações para Índio e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, assessor do ex-deputado TH Joias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em várias localidades, incluindo Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, no Rio de Janeiro, além de Nova Iguaçu e Nilópolis. A Corregedoria da PM deu apoio às operações.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento imediato dos policiais de suas funções públicas e a liberação de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos.
Os PMs podem responder por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e lavagem de capitais. Os nomes dos policiais presos são: Alex Pereira do Nascimento, Ênio Claudio Amâncio Duarte, Flávio Cosme Menezes Pereira, Franklin Ormond de Andrade, Leonardo Cavalcanti Marques, Ricardo Pereira da Silva e Rodrigo Oliveira de Carvalho.
A defesa de Ricardo Pereira alegou que ele é inocente e que não tinha conhecimento das atividades ilegais na UPP do Santa Marta, onde trabalha. O advogado afirmou que ele foi surpreendido pela operação.
Esta é a terceira operação consecutiva da PF a mando do STF contra agentes do estado. Nos dias anteriores, foram realizadas prisões de um delegado da PF e de um delegado da Polícia Civil do RJ, envolvidos em esquemas de favorecimento a traficantes e extorsão.
A PF destacou que as operações visam neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, além de cortar suas conexões com agentes do Estado.


