Policial acusado de homicídio em show sertanejo será julgado em Piracicaba

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O policial militar Leandro Henrique Pereira, acusado de matar duas pessoas e ferir outras três durante um show sertanejo em Piracicaba (SP) em novembro de 2022, será julgado nesta quarta-feira (11), às 9h, no Fórum de Piracicaba.

O caso já teve sete adiamentos nos últimos anos. Em 11 de março de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o júri pela quinta vez, determinando a paralisação até o julgamento de um habeas corpus da defesa.

O evento ocorreu no Parque Unileste e os disparos resultaram na morte de Leonardo Victor Cardoso, de 25 anos, e Heloíse Magalhães Capatto, de 23 anos. Além disso, três pessoas, com idades de 20, 21 e 27 anos, também ficaram feridas.

O PM é acusado de dois homicídios com quatro qualificadoras e por três tentativas de homicídio. O tribunal do júri deve ouvir 12 testemunhas e realizar o interrogatório do réu durante a sessão, conforme informações do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

O julgamento já foi adiado sete vezes, com suspensões causadas por conflitos no plenário. Em março de 2025, o júri foi suspenso até o julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa, que alegou desentendimento com o promotor durante a sessão anterior.

O juiz declarou o réu indefeso e instaurou um inquérito policial contra os advogados por desacato. A defesa argumentou que o juiz tinha suposta inimizade com o acusado e pediu a sua suspeição para julgar o caso.

Em junho de 2025, a Justiça trocou o juiz responsável pelo processo e remarcou a data do julgamento. Em setembro de 2024, o júri foi cancelado após uma discussão sobre a proibição de gravações da sessão, quando a defesa insistiu em registrar o julgamento, gerando tumulto e a necessidade de intervenção da Polícia Militar.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os disparos ocorreram após Leonardo intervir em uma briga entre o PM, um amigo e uma terceira pessoa. A Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) concluiu que os disparos foram motivados por um desentendimento após um empurra-empurra no show.

Imagens publicadas em redes sociais mostram o momento dos tiros e a confusão que se seguiu. Em um dos vídeos, uma pessoa identifica o som dos disparos e a confusão se intensifica.

A defesa do réu informou que um parecer de peritos particulares anexado ao processo aponta que Pereira não foi autor de todos os disparos, sustentando que o policial atirou apenas contra Leonardo, que estaria tentando tomar sua arma. Também foi apresentada a tese de que havia outro atirador no local, não identificado pelas investigações.

Compartilhe esta notícia