Policlínica Estadual de Formosa alerta sobre riscos da gravidez na adolescência

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa, unidade do Governo de Goiás, alerta sobre os riscos da gravidez na adolescência, que ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, apesar da redução gradual nos índices nos últimos anos, milhares de adolescentes continuam engravidando anualmente. Essa realidade reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação qualificada e aos serviços de saúde.

A adolescência, que abrange a faixa etária de 10 a 19 anos, é um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais. A gestação nesse período pode acarretar impactos significativos, como interrupção dos estudos, dificuldades financeiras e riscos à saúde da mãe e do bebê.

Estudos mostram que gestantes adolescentes têm maior probabilidade de enfrentar complicações, como parto prematuro e recém-nascidos com baixo peso. A médica obstetra Maria Luiza de Freitas enfatiza que a informação é a principal ferramenta de proteção e autonomia na juventude.

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““A adolescência é uma fase de descobertas e transformações. Quando o jovem tem acesso à informação correta, ele passa a compreender melhor o próprio corpo, os riscos envolvidos e a importância da prevenção”, afirma a médica.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a educação sexual baseada em evidências é uma estratégia eficaz para reduzir comportamentos de risco e prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e a gravidez não planejada.

Entre os fatores associados à gravidez precoce estão a falta de orientação adequada, a dificuldade de diálogo no ambiente familiar e a desinformação sobre métodos contraceptivos. No Brasil, métodos contraceptivos são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O preservativo é o único método que também protege contra ISTs, sendo fundamental para a saúde sexual da população. A prevenção requer diálogo aberto entre pais, responsáveis, educadores e profissionais de saúde, além do fortalecimento das políticas públicas voltadas à juventude.

Investir em informação de qualidade e acesso aos serviços é essencial para que adolescentes possam construir seus projetos de vida com autonomia e responsabilidade.

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